domingo, 13 de setembro de 2009

é um gesto, é um gesto...

a vida tem desses caprichos, de nos fazer descrer, não descrer por negligência, é muito fácil se esconder e falar que não viu, mas o descrer sincero, de quando a gente procura de verdade e acaba não encontrado, aí que entra o capricho, com uma prova contrária ao fim.. alguma vez li sobre um conceito de um filósofo que dizia sobre o ciclo das idéias, que nada é passível de uma conclusão, e que quando essa idéia se renova, ela vem mais firme, e com nossa fé renovada, para que possamos crer por mais tempo, até que por fim a idéia se esgota, para se renovar novamente, e assim por diante.. acho que o melhor momento é quando estamos renovados, passamos a enxergar coisas que antes omitíamos, dae tudo parece novo.. eu entendo que esse negócio de depositar fé nas coisas ou nas pessoas é uma ilusão, alguém alguma vez me disse que amor não se cobra essa frase me caiu bem.. por isso aprendi a valorizar aquilo que vem voluntariamente, que aparece em um extremo do ciclo, quando a gente caminha assim meio desacreditado, aí surge como que do breu, uma mão, que afaga o rosto e diz pra repousar, que o dia foi longo, e a vida é assim cansativa mesmo, e dessas coisas mais que a gente tem vontade de reclamar com alguém que nos entenda... não fossem esses repousos, eu me tornaria sem fé, mecânico desses que as duas pernas andam, sem a sorte nem do acaso.. mas já que não, eu levo sem reclamar, não máximo eu me decepciono, mas quando isso acontece eu sei que é o fim do ciclo... o calor de uma mão sincera só aquece quem já teve frio.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

pra que mentir?

assisti esses dias um espetáculo, cujo o nome eu não cito pela qualidade duvidosa e não merece ter seu título mencionado gratuitamente, mas a discussão que a peça traz é bem interessante, uma discussão metafísica, que acompanha (ou já acompanhou) qualquer ser pensante, mesmo aqueles que só costumam pensar olhando através das janelas do metrô, fazer ou não fazer (já sacaram qual a questão né? rs).. bom tem coisa que a gente deixa de fazer por contrariedade da mente, tem outras que a gente faz por um valor dominante que nos rege nos atos e nos pensamentos...então o que fazer? aquilo que a gente nega por rebeldia, ou aquilo que nos é ensinado a fazer?.. acho que cada pessoa tem a decisão de escolher aquilo que faz e aquilo que vai deixar de fazer, algumas rogam infortúnios à vida pelo fracasso dos atos "feitos", outros se deleitam do sucesso da opção escolhida.. será que é uma questão de sorte ou uma questão de acerto? andei fazendo umas pesquisas (em bares, rodas de samba, e etc) e conclui que o resultado é muito variante para se chegar a um lugar-comum... então pensei que enquanto não se chega a esse consenso, o melhor a se fazer é continuar fazendo, ou não fazendo, sempre há uma reação, mesmo a inércia do não fazer tem resultado, faz medo e insegurança no rosto de quem se omite das questões... não vou me aprofundar muito na questão porque eu não sou filosofo..só cogito mesmo... coisa de quem faz por fazer.. e o resto é silêncio.