quarta-feira, 8 de julho de 2009

anotações de folhas de rascunho.

Bom não sei se tenho assunto pra discutir, mas ficar calado tb nao vai ajudar em nada né, então vamos falar sobre alguma coisa, uma coisa qualquer.. pessoal ou algo mais externo, tipo pragas apocalipticas que antecipam o fim da humanidade.. não, muito esgotado esse tema... prefiro falar sobre algo mais pessoal, tipo sobre o que penso quando lembro de um sorriso, pouco comum nesses tempos, que toda pomposidade literaria soaria tola e ingênua, abro parentesis para descreever esse sorriso, eis: (enquanto penso em algo pra descrever, me perco no deleite da lembrança, e meus pensamentos sensatos, viram doce melodias, acordes consonantes, acabo por fim renunciando a esse pesado fardo, que nem todos os poetas [mais delirantes] e nem todos os filosofos (em seus limites... o céu e o mar) podem desvendar fecha-parentesis.
divaguei um pouco, possivelmente por conta dessa singela lembrança, que me causa atordoamento, tipo um terremoto, desses que a terra trincam e se expulsam, uma da outra, porque como diz a lei da fisica dois corpos não ocupam o mesmo espaço, leve-se em conta que "corpo" abrange qualquer analogia a coisas fisicas, materiais, ou seja, nesse caso refere-se a terra, que foi trincada e expelida do proprio meio por falta de espaço físico.
ultimamente eu tenho levado bastante em conta os significados que a natureza me envia, na verdade tratam-se de enigmas, anagramas visuais, e a partir desses simbolos tenho a presunçosa missão de desvenda-los, não bastasse isso, tenho que obedece-los, por exemplo....estou dado a intuições, adotei um conselheiro espiritual, que atende pelo vulgo joão bidu, que assume o papel de monarquium infinitum (sem italico pra não exagerar na dose de pedância[ a proposito, aboli a acentuação de uma gramatica mais apurada em sua propria perfeição] em prol de uma intimidade maior com o leitor, se é que existe algum desse breve inventario de baboseiras, um declame humilde e solitario), como eu vos dizia, joão bidu, esse é o cara. esse é o ídolo que eu resolvi seguir, com diligência e obediencia de um bom católico, eu sei que por trás dele há algo maior, acredito nesse misticismo. partindo desse principio, a falta de espaço fisico poderia ser uma leitura relevante, que conclusões posso tomar disso....deixa eu pensar...espaço físico com quem? aonde.. fiquei confuso agora...pensando bem, passada a febre do momento, venho a negar o dito anteriormente, "não acredito em mais nada", esse é o estandarte que carrego nas horas mais sensatas, arremato essa opção.
Acho que ja escrevi o suficiente para as retinas mais fatigadas como a minha, aproveito esse posfacio para manifestar minha indignação com minha natureza miope, mas que saco! poxa! lentes de contato, lentes de garrafa, acredito que nada pode substituir a perfeição dos olhos que enxergam com a precisão da natureza, as cores, nuanças, matizes focus*, eu fico pensando, como deve ser enxergar sem miopia? ou será que essa miopia não foi um presente mistico (com mediação do joão bidu é claro), para que eu não enxergasse alguma coisa? ´prefiro acreditar nessa hipotese, saio procurando pela cidade a visão perfeita, as vezes tenho a sorte de encontra-la, em sorrisos, como o ja citado, quando esses sorrisos se congelam, por decimos, centesimos de segundos eu creio, que a vida tem sim, seus altos e baixos, e que o alto é breve, mas compensa em sua plenitude infinita, sorte de nós humanos, que temos memória, e temos capacidade de resgata-las nos momentos mais dificeis, resgatemos uma boa memória, e brindemos, para findar essa redundante tentativa de prosa, que não é rosa, é implicante em sua maneira de expressar.. perdoem a grosseria e o silêncio de sua viagem, passem bem.
(quem leu até o fim ganha um bombom sem compromisso).

tenho vontade de falar mais.. mas chega porque ja tá ficando tarde e vai chover, vai ser um toró daqueles, é melhor eu sair logo porque senão me constipo, da ultima vez foi uma tristeza, tive ate de tomar um chá, veja eu, tomando chá? nem curto e nem funcio...


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