segunda-feira, 18 de maio de 2009
anotações de um amor urbano
Dedos que se tocam pela primeira vez, e vão descobrindo os atalhos, as unhas roídas, se apertam com o desespero da primeira vez, e se laçam insinuando a eternidade, e logo depois os braços que se encostam, timidamente, os arrepios que se eriçam, mutuamente, o sorriso que se esboça timidamente, acreditando numa felicidade futura, os lábios que anseiam outros, se contraem e se atraem, lábios que ressecados esperam outros, molhados, línguas que esperam o momento de se confortarem, corpos que se encaixam, pelos quadris, pelas coxas e por fim, o desejo eterno, do coração, que humildemente implora pelo amor, esse sufoco, de querer ser desmedido e perfeito, pobre ilusão essa dos mortais.
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