Escrever sobre si é uma tarefa muito dispendiosa. Desconectar-se de si é uma tentativa impossível, visto que qualquer assunto aleatório, aqui discorrido, logo tomaria alguma assimilação com minha vida íntima, por parte do leitor ou por parte do autor, o que de qualquer forma resultaria numa opinião que se tem sobre o assunto ou o autor.
Não devo preocupar-me com isso, correndo o risco de ficar obsoleto com vínculos tradicionais por negligência de experimentar.não não não
Uma pessoa que tem intenção de criar, de vivenciar o desconhecido, deve portar-se como alguém que arrisca, considerando todas as chances de erro.
Esse terreno secou, vou migrar pra outro blog, onde eu não vou ter medo de errar, aproveitando essa carona....good bye leitores,fica aqui o registro digital pra posteridade para que um dia quando eu abrir esse caderno antigo, eu recordar: antigamente eu era eterno! Obrigado a todos vocês que foram testemunhas de um pouquinho de algum momento meu.
"Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra o mar de angústias –
E, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono – dizem – extinguir
Dores do coração e as mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer – dormir –
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa."
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