domingo, 13 de setembro de 2009
é um gesto, é um gesto...
a vida tem desses caprichos, de nos fazer descrer, não descrer por negligência, é muito fácil se esconder e falar que não viu, mas o descrer sincero, de quando a gente procura de verdade e acaba não encontrado, aí que entra o capricho, com uma prova contrária ao fim.. alguma vez li sobre um conceito de um filósofo que dizia sobre o ciclo das idéias, que nada é passível de uma conclusão, e que quando essa idéia se renova, ela vem mais firme, e com nossa fé renovada, para que possamos crer por mais tempo, até que por fim a idéia se esgota, para se renovar novamente, e assim por diante.. acho que o melhor momento é quando estamos renovados, passamos a enxergar coisas que antes omitíamos, dae tudo parece novo.. eu entendo que esse negócio de depositar fé nas coisas ou nas pessoas é uma ilusão, alguém alguma vez me disse que amor não se cobra essa frase me caiu bem.. por isso aprendi a valorizar aquilo que vem voluntariamente, que aparece em um extremo do ciclo, quando a gente caminha assim meio desacreditado, aí surge como que do breu, uma mão, que afaga o rosto e diz pra repousar, que o dia foi longo, e a vida é assim cansativa mesmo, e dessas coisas mais que a gente tem vontade de reclamar com alguém que nos entenda... não fossem esses repousos, eu me tornaria sem fé, mecânico desses que as duas pernas andam, sem a sorte nem do acaso.. mas já que não, eu levo sem reclamar, não máximo eu me decepciono, mas quando isso acontece eu sei que é o fim do ciclo... o calor de uma mão sincera só aquece quem já teve frio.
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1 comentários:
isso é a melhor coisa que tem. compartilho com você esse sentimento. Esse tipo de coisa faz eu ainda ter fé na humanidade, porque as fezes é muito difícil continuar acreditando.
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