sa loucura é feito fase de efevercencia, é o champagne estalando no cristal, e a gente pensa logo em lugares secos, deserticos, a gente pensa num referencial, que gostaria de estar, porque esse estado de estar é uma coisa que acrobático: a gente voa feito borboleta vesga, que procura um galho úmido pra pousar.
essa loucura é a menos pretenciosa possivel: por isso tenho medo dela, medo de a loucura nunca mais ir embora.
mas a gente fecha os olhos,
e a loucura se esvai
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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Caminhar, sem saber, virar a esquerda ou a direita? Nossa memória é curta, nem decoramos os mapas. Cada rua nova, uma chance, de encontrar sei lá o quê, talvez no máximo um meio-fio, um canto (cativo nas nossas idéias) pra repousar quieto e observar, asfaltos amarelados, quase sépia, desfocados, como se movessem, pra zombar a calmaria... pernas bambas, de frio, de ébrio, de fantasias... ficar assim até que o sol resgate, impiedoso, com sua cegueira horizontal, e os motores ecoem, graves com pressa. Chegar a algum lugar (qualquer um), e estar embrulhado, até anoitecer de novo. No fundo todo mundo gostaria de ter problemas assim, de se resolver com porres na madrugada, e acordar como quem não lembra de nada... mas o fantasma continua, ele é companheiro presente, nas madrugadas mais frias, mas não deixa de ser um companheiro, que respeita meu silêncio, e é solidário com minhas indecisões.
sábado, 13 de setembro de 2008
decerto
Eu acho que sobre politica eu não sei nem as siglas, eu acho que como trapezista eu não seguro nem os ares, eu não sei o que eu sou, talvez essa incerteza me leve a alguns caminhos errados, mas esses dias eu tive um palpite, desses que tem auréola, tem cheiro, tacto e sabor, tem outras coisas também, que eu passaria dias descrevendo, mas minha objetividade textual não permite, porque meu palpite é a certeza, meu palpite me apanha as mãos e diz: estamos no caminho, e o que eu sinto são desertos, cobertos, de dois amantes, que naturalmente, se expandem
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
distraido
caminhando contra o sol, sentindo as vibrações, do ar do som do da luz, e deixando-se pender, ora tropeçando, assim como que distraido e pensante, ausente , sem dor de dente, mas com a incerteza apertando, nas raizes do âmago, oscilando
palpitando
entre o talvez e o será,
ainda que distante
o futuro me espera
...
será que eu pego esse bonde?
palpitando
entre o talvez e o será,
ainda que distante
o futuro me espera
...
será que eu pego esse bonde?
sábado, 6 de setembro de 2008
sopros
dois metros de mar
tres neves no ar
dois kilos de areia
cinco anos de estrada
sete horas de meditação (em jejum)
misturei esses ingredientes, faz tempo, não deu certo, mas hoje eu descobri o tem-
-pero do amor.
descobri tambem
o segredo das folhas que balançam
com o ar gelado, dos dias nublados
e quem as balança.
mas muito mais do que balaçam
eu descobri, porque
que
elas al am
___b__anç___.
tres neves no ar
dois kilos de areia
cinco anos de estrada
sete horas de meditação (em jejum)
misturei esses ingredientes, faz tempo, não deu certo, mas hoje eu descobri o tem-
-pero do amor.
descobri tambem
o segredo das folhas que balançam
com o ar gelado, dos dias nublados
e quem as balança.
mas muito mais do que balaçam
eu descobri, porque
que
elas al am
___b__anç___.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
ilusões de carnaval
dos seus rubros espasmos poeticos
do seu rubro peito estrépito
eu faço parte,
minhas marcas são fortes
são como unhas nas carnes
mas ao invés
são leves quase toques
minhas marcas aparecem
quando passo perto
e assopro.
do seu rubro peito estrépito
eu faço parte,
minhas marcas são fortes
são como unhas nas carnes
mas ao invés
são leves quase toques
minhas marcas aparecem
quando passo perto
e assopro.
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Não sei nem se vale a pena, esse monte de rima, de sentido, cheguei no estado em que a secura das palavras diz por si só. Porque elas já não são o suficiente, pra dizer-te o que agora, é instante.
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