quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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Caminhar, sem saber, virar a esquerda ou a direita? Nossa memória é curta, nem decoramos os mapas. Cada rua nova, uma chance, de encontrar sei lá o quê, talvez no máximo um meio-fio, um canto (cativo nas nossas idéias) pra repousar quieto e observar, asfaltos amarelados, quase sépia, desfocados, como se movessem, pra zombar a calmaria... pernas bambas, de frio, de ébrio, de fantasias... ficar assim até que o sol resgate, impiedoso, com sua cegueira horizontal, e os motores ecoem, graves com pressa. Chegar a algum lugar (qualquer um), e estar embrulhado, até anoitecer de novo. No fundo todo mundo gostaria de ter problemas assim, de se resolver com porres na madrugada, e acordar como quem não lembra de nada... mas o fantasma continua, ele é companheiro presente, nas madrugadas mais frias, mas não deixa de ser um companheiro, que respeita meu silêncio, e é solidário com minhas indecisões.
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1 comentários:
a angústia de não decidir me corrói por dentro
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